Vamos falar sobre cólica?


mãe e bebê

Muitas mamães ainda grávidas podem não saber sobre vários assuntos relacionados ao bebê, assuntos como amamentação, parto, ou nem mesmo ter escolhido o nome de seu filho, mas uma coisa a maioria já sabe: seu bebê poderá ter cólicas.

Na primeira consulta com o pediatra a primeira pergunta é sobre a cólica (e geralmente ela ainda nem começou). Este é o principal assunto nos primeiros meses da maternidade entre as mães, avós, vizinhos e amigos: - “Meu Bebê chora muito? Só pode ser cólica, Dra.”

Realmente esta é uma das queixas mais comuns nos primeiros três meses de idade. Acredita-se que pelo menos 20% dos bebês apresentem cólicas e que entre 12 a 20% das famílias buscam auxílio médico para a solução desse problema.

Nas descrições literárias encontra-se a definição de cólica do lactente: aquela que se inicia em torno da terceira semana de vida e tem como principal manifestação um choro forte, agudo, estridente e prolongado. O bebê pode ficar vermelho, virar a cabeça para os lados, os braços e mãos contraídos (sugerindo tensão), as coxas flexionadas sobre o abdome e pode ocorrer frequentemente a eliminação de gases. É muito comum aquele choro com "hora certa", principalmente no final da tarde e início da noite.

O choro é o principal sintoma e o que mais incomoda os pais e familiares. Porém, lembrem-se de que o choro do bebê é única forma de comunicação não verbal dele. O que é importante os pais perceberem é que todos os bebês choram, mesmo saudáveis e sem dor. Os principais padrões de choro na cólica são: os choros longos e diários, sem causa aparente e com dificuldade em consolar a criança.

O diagnóstico da cólica é clinico, não necessita de exames complementares. O Bebê deve ser avaliado pelo pediatra que a partir dos relatos familiares e exame físico irá excluir outras causas de choro excessivo como: doença do refluxo gastresofágico, alergia a proteína do leite da vaca, infecções, entre outros fatores.

A causa da cólica ainda não está bem esclarecida. Existem algumas teorias que consideram que bebês menores de 3 meses podem apresentar motilidade intestinal alterada. Também foi observado que em alguns bebês tem aumento do hormônio motilina (hormônio intestinal) que aumenta o peristaltismo intestinal. O excesso de gases devido à deglutição de ar durante a mamada também é considerada. A influência de alguns alimentos na dieta da mãe em aleitamento materno é discutível e deve ser considerada e avaliada com cautela.

A angústia de pais e familiares frente ao choro constante do bebê vai muitas vezes fazerem os pais ouvirem muitos palpites de receitas, medicações, simpatias e opiniões sobre a melhor forma de tratar a cólica. Porém na literatura nenhum medicamento é comprovadamente eficaz e alguns inclusive são contraindicados para bebês. Em alguns casos específicos os benefícios de realizar alguma medicação devem ser considerados e decididos pelo pediatra que acompanha o bebê.

Uma boa estratégia para diminuir as crises de choro é deixar o bebê se sentir seguro e acolhido. Como embalar, acalantar, manter o ambiente calmo e tranquilo, e alimentação adequada como aleitamento materno em livre demanda.

Outra medida que é comprovadamente eficaz para cólica é a massagem. A massagem pode ser feita durante as crises, ou antes delas, com a mão fechada pressionando o abdome em círculos cada vez maiores ao redor do umbigo. Complementar essa massagem fazendo com bebê ainda deitado movimentos de vai e vem com as perninhas flexionadas, ajudam a eliminação de gases.

Compressas mornas abdominais melhoram o incômodo além de proporcionarem sensação de aconchego. Posicionar o bebê de bruços em sua barriga ou tórax também ajuda. Músicas, cantos embalos e acalantos também são de grande auxílio e conforto neste momento. Um bom banho morno promove relaxamento e também melhora dos sintomas.

Quando a cólica acontece em horário pré-determinado o ideal é que se iniciem as medidas de conforto antes que se inicie as crises de choro. Neste momento, é muito importante ter apoio familiar e auxilio nos cuidados ao bebê para não sobrecarregar e nem estressar a mãe.

Dar segurança e carinho aos seus filhos é o melhor que os pais podem proporcionar a eles e saibam que, a cólica é apenas uma fase e o mais importante: ela vai passar!

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